sábado, 4 de fevereiro de 2017

Vinho e cocaína

Vinho e cocaína.

Desde 1860, quando o químico alemão Albert Nieman conseguiu isolar o componente ativo das folhas de coca, até sua proibição no século XX, várias propriedades terapêuticas foram atribuídas à cocaína.

O vinho favorito dos Papas Pio X e Leão XIII, por exemplo, continha cocaína em sua composição. Era chamado de Vin Mariani e foi inventado em 1863.

A bebida era preparada originalmente com vinho de Bordeaux e folhas de coca, mas, posteriormente, passou-se a utilizar cocaína já processada em sua confecção. O álcool presente no vinho funcionava como diluente e ativava a substância estimulante das folhas.

Afirmava-se que o consumo regular do elixir trazia energia, vigor e restituía a saúde em casos de debilidade crônica. Além disso, dizia-se que ele prevenia a malária e a gripe, era um antidepressivo eficaz e um analgésico poderoso.

Os cronistas da época contam que o Papa Leão XIII sempre carregava consigo um frasco cheio com a bebida. O pontífice chegou a dar uma medalha do Vaticano ao seu criador, Don Angelo.

A venda do Vin Mariani foi proibida em 1914, depois que familiares dos viciados iniciaram uma campanha contra a droga. 

Fonte: Blog Supercurioso.

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