domingo, 23 de novembro de 2014

SOBRE O ODRE. Com rima e tudo.

O odre é um antigo recipiente usado para transportar líquidos. O odre, tradicionalmente, era feito de couro de cabra. O odre entrou para o inconsciente coletivo graças à passagens bíblicas do Novo Testamento. Trata-se de uma parábola de Jesus reproduzida em Mateus (9:14-17), Marcos (2:18-22), Lucas (5:33-39) e até no Evangelho de São Tomé descoberto em 1945. Reproduzo o texto de Lucas:  "Disseram eles a Jesus: 'Os discípulos de João jejuam frequentemente, e fazem orações; assim também fazem os fariseus. Mas os teus discípulos comem e bebem...' Jesus, tranquilamente, respondeu: 'Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento enquanto o noivo está com eles? Dias porém virão, continuou Jesus, em que lhes será tirado o noivo, nesses dias hão de jejuar'. Propôs-lhes também, Jesus, uma parábola:'Não se coloca vinho novo em odres velhos para que os odres não se rompam e o vinho se perca. Vinho novo deve ser colocado em odres novos porque assim ambos se preservam. Ninguém que já bebeu vinho envelhecido quer o novo; por isso dizem que o velho é melhor', concluiu Jesus.
   Isso acontece porque o chamado "vinho novo" era um vinho ainda em processo de vinificação. A fermentação produzia gases que estufavam o odre e que poderiam arrebentá-lo.
  Jó (32:19) corrobora isso quando diz: "Por dentro estou como vinho novo arrolhado em odres novos prestes a romper".
  O que o velho odre tem a nos dizer sobre o vinho? Assim como o soldado que vai à luta leva água no seu cantil, ou o gaúcho que não larga seu chimarrão, os guerreiros da antiguidade, os peregrinos, os emigrantes todos levavam consigo o seu odre. Reis (6:27) confirma isso:"O vinho servirá para reanimar os que ficaram exaustos no deserto".
 Quando sair de casa, nesses tempos bicudos, preciso levar um odre cheio de vinho!

Abaixo um homem carregando um odre. Quadro do pintor primitivista georgiano Niko Pirosmanashvili, nais conhecido como Niko Pirosmani (1862-1918). Mais abaixo um pequeno odre.

  

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